ESTADOS UNIDOS PELO AMOR

 

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Polônia, 1990. O país está passando por uma transformação importante após a derrubada do Muro de Berlim. Uma certa euforia está tomando conta das pessoas e a liberdade talvez seja um passo a considerar, sobretudo para as mulheres.

Na primeira cena de “Estados Unidos pelo Amor, há várias pessoas numa mesa de jantar – tudo ali nos aproxima de uma comemoração, de um sentimento de liberdade, e união. As mulheres em cena são meras desconhecidas até então; mas após essa primeira cena, aparentemente confortável, passamos a ficar no encalço dessas mulheres e a conhecer segredos e desejos platônicos que darão seguimento a suas vidas, Estados Unidos do Amor passa a ser então um recorte do que as mulheres esperam de uma nova liberdade. Continuar lendo

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MUCH LOVED

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A prostituição feminina sempre teve uma braço dado com a 7ª arte – basta revirarmos alguns arquivos históricos do cinema por aí para encontrarmos diversos registros, muitos deles bem sucedidos sobre o assunto.

Alguns cineastas deram uma aura de sofisticação (A bela da tarde, 1967) outros transformaram o tema em conto de fadas (Uma linda Mulher, 1990) e existem os filmes mais “barra-pesada”, onde a mulher trabalha por extrema necessidade ou então são induzidas ou exploradas (Para Sempre Lilya, 2002 e Miss Violence de 2013). Mas mesmo com a sofisticação, o conto de fadas, ou a exploração sexual; sempre que alguém resolver abordar sobre a prostituição feminina, será alvo de críticas e polêmicas das mais variadas. Agora eu perguntaria: e se alguém resolvesse filmar sobre prostitutas de Marrakech? Continuar lendo

CINCO GRAÇAS

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Entre a pressão e a liberdade; qual seria a estrada mais correta que se deveria tomar? Essa estrada levaria mesmo a uma liberdade, da forma como a conhecemos ou apenas a um derivado de uma falsa liberdade? E mesmo sendo essa liberdade, diferente daquela que conhecemos, seria ela importante ao ponto de se tornar revolucionária?

Cinco Graças é o trabalho de estreia da cineasta Deniz Gamze Ergüven, e sua câmera introspectiva promete responder algumas dessas questões que insistem em se fazer presente, mas todas elas por intermédio de profundas reflexões.

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DESTINO

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O filósofo Arthur Schopenhauer certa vez disse que “O destino é cruel e os homens são dignos de compaixão”
Enquanto assistia ao filme dirigido pelo turco Zeki Demirkubuz fiz a associação entre a citação e a história do protagonista – um jovem que deixou que o destino, ou o seu condutor invisível, o levasse para onde bem quisesse assim como uma folha que cai de uma árvore qualquer e fica a mercê dos ventos, sendo transportado sem um rumo certo, tudo unicamente pelo amor –

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OFFSCREEN

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Por mais estranho que possa parecer, certos roteiros nos ganham justamente pela dose de fantasia que proporciona – seja ela uma fantasia absurdamente assumida, ou seja aquela questionável; aquela que teria um fundo mínimo que seja de razão e pé numa realidade concreta. O roteiro deste filme holandês Offscreen é bem interessante nesse quesito, porque apresenta a paranoia do seu personagem porém não isola aquilo como uma improbabilidade.

Temos como protagonista do filme um motorista de ônibus solitário que se separou recentemente da esposa. Tanta solidão faz dele um senhor estranho ao ponto de não querer dirigir nenhum ônibus que carregue qualquer tipo de propaganda. Para ele as propagandas enganam as pessoas, e as induz avidamente ao consumismo. Trabalhando na empresa há 36 anos, o Sr. Voerman se recusa a ter sua jornada de trabalho reduzida, mesmo que o valorde seu ordenado seja mantido. Continuar lendo

A PORTA PROIBIDA

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Será mesmo que para cada um de nós existe mesmo uma tal porta proibida que nunca deveríamos abrir? Se sim, por quanto tempo seríamos capaz de mantê-la fechada?

Um dos primeiros filmes que eu baixei na vida – este estranho trabalho filmado na Indonésia me deixou bastante inquieto na época; eu estava apenas iniciando no universo do cinema alternativo e não tinha nenhum parâmetro para julgar nada, apenas me embasava no conjunto das cenas e pronto! Mal enxergava a mensagem principal do filme. Mas cheguei a prometer a mim mesmo que um dia revisitaria o trabalho; tanto é que preservei o arquivo por vários anos para quando chegasse a hora eu pudesse reviver essa experiência. Continuar lendo

MADEMOISELLE

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Num resumo muito breve sobre este filme, poderia ser traduzido da seguinte forma; toda a sexualidade reprimida pode levar a incêndios, inundações, maus tratos e em muitos outros atos, pensados e impensados, pode transformar também a pessoa num animal. Toda uma comunidade, estando íntimo ou não com suas verdadeiras crenças religiosas, não está livre totalmente de agir conforme o estado de razão e moral que mais lhes cabem no momento.

Mas é claro que diante de um trabalho tão intenso como este aqui, não há como reduzi-lo apenas em um breve resumo da história, afinal a psique humana é mais uma vez despida através do cinema e gera desconfortos, mas quem poderia dizer que o tiro aqui não foi certeiro?

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